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quarta-feira, 9 de abril de 2025

BARTOLOMEU: o discípulo sincero e sem falsidade.


Bartolomeu, também identificado como Natanael, foi um dos doze apóstolos de Jesus. Ele ficou conhecido por sua sinceridade e ausência de falsidade, um traço que o próprio Jesus destacou. Embora sua história seja simples, ela reflete uma fé genuína e uma autenticidade que Jesus valorizava profundamente.

A história de Bartolomeu

Bartolomeu nasceu em Caná da Galileia, local onde Jesus realizou Seu primeiro milagre. Ele foi apresentado a Jesus por Filipe, seu amigo. No início, Bartolomeu duvidou que algo bom pudesse vir de Nazaré, mas sua honestidade em expressar essas dúvidas é um testemunho de sua autenticidade.

Quando Bartolomeu encontrou Jesus, ele foi profundamente tocado pelas palavras do Mestre. Jesus o saudou com a frase: "Aí está um verdadeiro israelita, em quem não há falsidade" (João 1:47). Esse encontro transformador levou Bartolomeu a reconhecer Jesus como o Filho de Deus e a segui-Lo fielmente.

Após a ressurreição, Bartolomeu foi uma das testemunhas do Cristo ressuscitado e, como os demais apóstolos, recebeu a missão de espalhar o Evangelho. A tradição cristã relata que ele pregou em várias regiões, como Índia, Arábia e Armênia, antes de ser martirizado por sua fé.

3 versículos marcantes sobre Bartolomeu


1. João 1:45-46

Filipe achou Natanael, e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.

Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem, e vê.
João 1:45,46


Este versículo mostra a sinceridade de Bartolomeu, que expressou abertamente suas dúvidas sobre Jesus antes de conhecê-Lo.


2. João 1:47

Jesus viu Natanael vir ter com ele, e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo.
João 1:47


A resposta de Jesus revela o caráter autêntico de Bartolomeu, uma virtude rara e preciosa.


3. João 1:49

Natanael respondeu, e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus; tu és o Rei de Israel.
João 1:49

Após seu encontro com Jesus, Bartolomeu reconheceu prontamente a divindade de Cristo e proclamou sua fé.

Bartolomeu nos ensina a importância da sinceridade e da fé genuína. Ele não escondeu suas dúvidas, mas, ao encontrar Jesus, permitiu que sua vida fosse transformada.

(Bíblia Online)




quarta-feira, 30 de outubro de 2024

JOEL: O Terrível Dia do Senhor

 

O nome Joel significa “Jeová é Deus”. Ele era filho de Petuel, também desconhecido fora deste livro. Quando se trata do contexto histórico de Joel, alguns sugerem uma data no século IX a.C., mas as evidências internas parecem mais favoráveis a uma data depois do cativeiro na Babilônia.

Obviamente algo havia interrompido o serviço a Deus no templo em Jerusalém: “Cortada está da Casa do SENHOR a oferta de manjares e a libação; os sacerdotes, ministros do SENHOR, estão enlutados” (Joel 1:9).

Pode ser apenas uma referência à falta de produtos do campo para as ofertas ao Senhor, devido à praga de gafanhotos, ou pode se referir ao resultado da destruição do templo.

Mais tarde, Deus fala sobre as nações que espalharam os israelitas “por entre os povos, repartindo a minha terra entre si” (Joel 3:2).

Ele também comenta sobre as coisas preciosas que foram levadas para colocar nos templos das nações, linguagem que corresponde à pilhagem do templo em Jerusalém em 586 a.C. (Joel 3:5).

No mesmo contexto, comenta sobre os filhos de Judá que foram vendidos aos gregos, outra referência que se enquadra no período depois da queda de Jerusalém (Joel 3:6).

Na leitura de Joel, observamos que:

▪️Os capítulos 1 e 2 falam da praga de gafanhotos como castigo divino.

▪️Capítulo 2 frisa a misericórdia do Senhor e inclui uma profecia importante sobre a salvação que seria oferecida pelo Espírito Santo.

▪️Capítulo 3 fala do castigo das nações que maltrataram o povo de Deus e olha para a expiação e habitação segura do povo do Senhor.

Independente da data de composição, a mensagem do livro é clara. Joel avisa sobre a vinda do Dia do Senhor, um dia de escuridão e castigo (Joel 2:1-2).

Ele emprega no livro referências a uma praga devastadora de gafanhotos que é comparada à invasão de um exército forte: “Correm como valentes; como homens de guerra, sobem muros; e cada um vai no seu caminho e não se desvia da sua fileira.... Assaltam a cidade, correm pelos muros, sobem às casas; pelas janelas entram como ladrão.” (Joel 2:7,9).

O castigo é tão terrível que as luminárias do céu retêm a sua luz: “Diante deles, treme a terra, e os céus se abalam; o sol e a lua se escurecem, e as estrelas retiram o seu resplendor” (Joel 2:10; veja 3:15).

Depois destas descrições do castigo, o profeta levanta uma pergunta que pede resposta: “O SENHOR levanta a voz diante do seu exército; porque muitíssimo grande é o seu arraial; porque é poderoso quem executa as suas ordens; sim, grande é o Dia do SENHOR e mui terrível!

Quem o poderá suportar?”

A resposta implícita nos versículos seguintes é uma das lições mais valiosas do livro, pois mostra que o homem que pode suportar um julgamento divino é aquele que se converte ao Senhor de fato:

“Ainda assim, agora mesmo, diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes, e convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal” (Joel 2:12-13).

Deus avisa sobre o castigo iminente e chama seu povo a se arrepender. A resposta depende de cada um!

Mas, a mensagem de Joel inclui um outro lado muito mais positivo. Joel profetiza sobre a descida do Espírito Santo e as consequentes bênçãos espirituais derramadas sobre os que invocam o nome do Senhor (compare Joel 2:28-32 com o cumprimento identificado pelo apóstolo Pedro em Atos 2:16-21).

Depois de falar sobre o castigo do próprio povo do Senhor, ele mostrou que o povo fiel seria vindicado num grande julgamento das nações ímpias no vale da Decisão, permitindo a habitação segura dos fieis.

Quem pode suportar o juízo de Deus? Somente aquele que rasga o coração e se converte ao Senhor!

–por Dennis Allan

Bíblia Sagrada e seus livros
#bibliasagrada

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Boaz - o exemplo de um homem de Deus.


Muitos homens na Bíblia ficaram conhecidos por serem grandes guerreiros, profetas ou reis. Mas Boaz foi diferente. Ele ficou conhecido por sua vida normal mas exemplar. Uma vida discreta também pode ser extraordinária.


Boaz era um fazendeiro abastado, que morava em uma pequena vila chamada Belém. Ele não era guerreiro nem político influente mas ele era respeitado na sua terra. Porquê? Por que ele era temente a Deus.


Na época de Boaz não havia rei sobre Israel e cada pessoa fazia o que queria. O pecado e a maldade eram generalizados. Mas Boaz escolheu servir a Deus.


Um dia, entrou uma mulher na vida de Boaz: Rute. Ela trouxe para fora o melhor que havia em Boaz:


1. Bondade
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Quando Rute, uma viúva estrangeira, veio trabalhar em seu campo, Boaz não a tratou com desprezo nem preconceito. Ele viu que ela era boa trabalhadora e ouviu que ela tinha deixado tudo para tomar conta de sua sogra Noemi. Por isso, Boaz decidiu proteger Rute.


Boaz ofereceu emprego a Rute e a fez se sentir bem-vinda. Ele fez questão de a tratar com bondade. E isso mudou completamente o destino dos dois...


Quantas vezes nos esquecemos da bondade! Um simples ato de bondade pode fazer toda a diferença na vida de alguém. A bondade transforma pessoas normais em heróis da vida real.


2. Generosidade
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Boaz também era rico de coração! Ele não só deu um emprego a Rute mas também garantiu que ela tivesse comida de sobra. Durante toda a época da colheita Boaz garantiu o sustento de Rute e Noemi.


Boaz não contava as moedas quando ajudava os outros! Ele estava mais preocupado com o bem-estar da Rute que com o lucro de sua fazenda. Boaz não guardou a bênção financeira de Deus só para si.


Não é preciso ser rei para ter a atitude de um bom rei. Podemos ser generosos com nosso dinheiro, nossos recursos, nosso tempo, nosso amor... O verdadeiro rico é aquele que é rico em generosidade.


3. Respeito
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Boaz tinha grande respeito por Rute. Ele valorizava sua lealdade a Noemi e sua dedicação ao trabalho. Por isso, quando Rute o pediu em casamento, Boaz reconheceu que ela seria uma esposa exemplar!


Boaz não via Rute como um objeto para ser usado para lucro no trabalho, ou prazer em casa. Ele via uma pessoa digna, que ele devia tratar com respeito.


O respeito muda completamente a forma como nos relacionamos com outras pessoas. Quando entendemos que cada pessoa foi feita à imagem e semelhança de Deus, descobrimos seu verdadeiro valor. O respeito é a consequência natural disso.


4. Fidelidade
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Boaz tinha Rute na mão! Na noite em que ela o pediu em casamento, ele podia ter feito o que quisesse com ela, porque estavam sozinhos. Mas Boaz foi fiel. Ele não brincou com Rute nem fez exigências. Ele foi um verdadeiro cavalheiro.


Boaz era um homem de palavra. Ele prometeu tratar das formalidades para o casamento e foi isso que ele fez, logo no dia seguinte! Por causa de sua fidelidade, Deus abençoou o casamento de Boaz com Rute e seus descendentes se tornaram reis de Israel.


Deus abençoa quem é fiel. Quando somos fieis nas pequenas coisas do dia-a-dia, recebemos bênçãos inesperadas.


Seja como Boaz, viva uma vida exemplar


Fonte bibliaon


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

JOSUÉ - Forte e corajoso

Uma cidade de muros altos, uma terra de guerreiros temíveis, um povo difícil de liderar... 
Josué enfrentava grandes desafios! 

Sucessor de Moisés, Josué recebeu a responsabilidade de conquistar a terra prometida. Mas os obstáculos eram muito grandes.


Como poderia vencer?
A resposta veio de Deus:


"Não fui eu que ordenei a você? Seja forte e corajoso! Não se apavore nem desanime, pois o Senhor, o seu Deus, estará com você por onde você andar."  Josué 1:9


Um homem que ouvia a voz de Deus


Ao longo de sua vida, Deus falou com Josué diretamente, através de anjos e por meio de outras pessoas. Josué escutava as palavras de Deus e cria nelas. Aquilo que Deus ordenava, Josué fazia. Esse era o segredo de seu sucesso.


O poder de Josué não vinha dele próprio. Todos os milagres e todas as vitórias que ele viu foram resultado de crer e seguir a Deus. Da única vez que Josué não consultou a Deus, ele foi enganado pelo povo de Gibeom.


Quantas vezes nos esquecemos de pedir orientação a Deus? Ou quantas vezes não estamos prestando atenção quando Deus fala? Ou então não obedecemos a Deus? Mas as pessoas que vêm milagres acontecer são aquelas que ouvem, creem e obedecem a Deus.


Uma vitória improvável


O primeiro grande desafio da liderança de Josué foi a conquista de Jericó. Os muros da cidade eram famosos por serem praticamente impossíveis de transpor! A cidade estava toda fechada, pronta para repelir qualquer ataque. Um cerco poderia durar meses...


Deus contou a Josué o que deveria fazer: caminhar com todo o exército à volta da cidade durante 7 dias. A ordem parecia estranha, mas Josué fez tudo que Deus ordenou. No sétimo dia, depois de darem 7 voltas à cidade, os israelitas gritaram alto e os muros caíram! A vitória sobre Jericó foi completa.


Os planos de Deus muitas vezes são diferentes dos nossos. Ele usa coisas improváveis para nos salvar e ajudar. Deus é muito criativo! Mas nós precisamos estar prontos para obedecer, mesmo quando o plano de Deus parece estranho...



Uma coragem que vinha de Deus


Em Jericó, Josué arriscou toda sua credibilidade. Imagine como ele deve ter se sentido durante essa semana, caminhando à volta da cidade, sem ver uma única rachadura no muro. Será que iria funcionar? Será que Deus iria mesmo deitar os muros abaixo no último dia? Será que não tinha sido tudo um grande erro?


Josué decerto sabia que se os muros não caíssem esse seria o fim de sua liderança. O povo ficaria desanimado, os inimigos ganhariam coragem para atacar e ele poderia até mesmo ser morto pelos israelitas desiludidos! Mas Deus tinha lhe dito para ter coragem, porque nunca o abandonaria. Josué agarrou nessa mensagem e se encheu de coragem.


Até onde estamos prontos para arriscar? Qual é a voz que vamos escutar: a voz de Deus ou a voz do medo? Não é apenas o primeiro passo que exige coragem, o segundo, o terceiro e todos os passos antes da vitória são desafiantes. Mas, se Deus prometeu, ele vai cumprir. Não podemos desistir!


Seja como Josué, seja forte e corajoso!

Fonte #bibliaon


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

JONAS - o profeta relutante

O que você faria se Deus falasse diretamente com você e lhe mandasse pregar a um povo distante? Você obedeceria ou ficaria em casa? Ou será que você pegaria um navio para o lugar mais longe na direção oposta?! Jonas não gostava nada do povo de Nínive...




Fugindo de Deus



Quando Deus mandou Jonas pregar contra a cidade de #Nínive, por causa da maldade do povo, Jonas fez mais do que se recusar. Jonas tentou fugir para Társis, uma cidade nos confins do mundo conhecido que ficava na direção contrária a Nínive.


Nínive era uma das cidades principais dos assírios. O império assírio era conhecido por sua brutalidade na guerra e sua crueldade com prisioneiros. A maldade de Nínive era muito grande e Deus queria dar ao povo um último aviso antes de destruir a cidade. Mas Jonas não queria.


#Jonas não estava fugindo de sua missão. Jonas estava fugindo de Deus! (Ele não deve ter lido o Salmo 139...)


Quantas vezes tentamos fugir de Deus? Queremos as coisas do nosso jeito, por isso não obedecemos e ignoramos Suas ordens. Tentamos fugir daquilo que não queremos enfrentar, seguindo outros caminhos bem diferentes. No fundo, estamos tentando fugir de Deus. Mas não funciona!

O navio de Jonas ficou apanhado em uma tempestade. Por causa dele, todos iriam afundar! Por isso, ele decidiu tomar sua vida. Jonas pediu para ser atirado ao mar. Funcionou, o mar se acalmou. E Jonas afundou no mar...



Uma nova oportunidade



Mas Deus já tinha preparado tudo! Ele enviou um grande peixe para engolir Jonas. Assim, Jonas não se afogou. Ele ficou dentro do peixe durante três dias e lá se arrependeu e orou agradecendo a Deus. Então Deus fez o peixe vomitar Jonas na praia.


Quando tentamos fugir de Deus, tudo dá errado. Os problemas se acumulam e não dá para continuar vivendo assim. Podemos até achar que não há mais esperança para nós.


Mas quando desistimos de fugir e nos entregamos a Deus, Ele nos dá uma nova oportunidade. Deus salva (por vezes de maneira muito estranha)! Precisamos render-nos à vontade de Deus.




Frustrado com Deus


Da segunda vez que Deus ordenou, Jonas foi para Nínive. Mas, mesmo assim, ele estava decidido a fazer o mínimo possível. A cidade levava 3 dias para percorrer direito mas Jonas só a percorreu durante 1 dia.


A mensagem de Jonas era toda de condenação e destruição. Mas, para sua surpresa, todos se arrependeram! Todo o povo de Nínive reconheceu seus pecados e se virou para Deus, pedindo perdão.


Por isso, Deus decidiu não destruir Nínive. Mas Jonas ficou furioso! Ele queria que a cidade fosse destruída por causa de seus pecados. O povo de Nínive não merecia misericórdia. Jonas ficou tão zangado que saiu da cidade e pediu para morrer.


Como é fácil sermos como Jonas quando não gostamos de alguém. Esquecemos que nós também não merecemos a misericórdia de Deus e aplicamos uma medida diferente aos outros. Depois ficamos frustrados quando Deus perdoa!


A Bíblia conta que Jonas era capaz de amar uma planta que lhe dava sombra, mas ele não tinha amor pelos milhares de habitantes de Nínive. Mas Deus criou todas as pessoas e oferece perdão a todos. Ele nos ama incondicionalmente.



Que os nossos corações sejam mais como o de Cristo e menos como o de Jonas!


fonte: bibliaon

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mais: 
Podemos analisar o conteúdo de Jonas observando para onde ele corria:
Capítulo 1 conta a história de como o profeta correu de Deus, tentando em vão fugir da presença do Senhor.
Capítulo 2 fala sobre o profeta desesperado na barriga de um grande peixe (baleia ou outra criatura marinha - a palavra hebraica aqui é imprecisa), e mostra como ele correu para Deus, mostrando seu arrependimento.
Capítulo 3 mostra a obediência de Jonas, agora correndo com Deus e pregando a mensagem divina na cidade de Nínive.
Capítulo 4 encerra a história com o relato da atitude ruim do profeta, correndo contra Deus e reclamando sobre a sua misericórdia. Jonas queria a misericórdia para si, mas não gostou quando Deus mostrou sua graça aos ninivitas!
A história de Jonas: fato ou mito? Pessoas que negam a possibilidade de milagres têm graves problemas com o livro de Jonas. Sugerem que ele seja um mito ou uma fábula com valor simbólico, mas que os acontecimentos registrados nele nunca aconteceram. Se procurarmos explicações naturais, realmente teremos problemas.

Uma criatura marinha que pode engolir um homem e mantê-lo vivo por três dias?

Trabalhamos com os seguintes fatos de fora do livro de Jonas:

Jonas é uma personagem histórica da época de Jeroboão II (2 Reis 14:25).

Jesus citou o exemplo de Jonas como história verídica (Lucas 11:29-30).

Jesus comparou a sua própria ressurreição com a volta de Jonas (Mateus 12:38-42).

Além destas considerações, a evidência interna apoia a conclusão que seja um livro histórico, pois se apresenta como narrativa de fatos acontecidos, envolvendo pessoas e lugares reais, e não em forma de fábula. Afinal, a questão da veracidade do livro de Jonas é uma questão de fé. As pessoas que rejeitam como histórico este livro mostram a sua falta de fé num Deus Todo-Poderoso, capaz de realizar os milagres contidos na história de Jonas.
–por Dennis Allan

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

AMÓS - Amós e sua Missão


Amós e Sua Missão



Amós teve uma missão difícil. Este homem simples da terra de Judá foi enviado por Deus para a nação de Israel, durante o reinado próspero de Jeroboão II. A missão de Amós foi simples, mas difícil. Ele tinha a tarefa de alertar o povo que Deus estava prestes a destruir a nação rebelde de Israel (também conhecida como Samaria).


Quando Amós chegou a Israel, sua pregação parecia ridícula. Como poderia uma nação forte, vivendo no conforto e segurança do poder militar, ser tão rapidamente destruída? O reinado de Jeroboão II, no oitavo século a.C., foi o auge da prosperidade desta nação. A única outra época da história comparável foi 200 anos antes de Jeroboão II, durante o tempo de Davi e Salomão, dois dos reis mais abençoados por Deus. Como, então, um profeta de outra nação teria coragem de pregar sobre castigo iminente?


O povo ficou perturbado pela sombria mensagem deste pregador estrangeiro. Até mesmo os líderes religiosos, que deveriam compartilhar a nobre missão de Amós, rejeitaram a mensagem e o mensageiro. Um sacerdote chamado Amazias disse a ele que voltasse para seu próprio país e que nunca mais profetizasse em Israel (Amós 7:10-13).


Amós replicou: “Eu não sou profeta, nem discípulo de profeta, mas boieiro e colhedor de sicômoros. Mas o Senhor me tirou de após o gado e o Senhor me disse: Vai e profetiza ao meu povo de Israel. Ora, pois, ouve a palavra do Senhor. Tu dizes: Não profetizarás contra Israel, nem falarás contra a casa de Isaque. Portanto, assim diz o Senhor . . .” (Amós 7:14-17).


Amós não foi criado para ser um profeta. Ele não recebeu treinamento especial em alguma escola para a formação de profetas. Era apenas um homem comum que proclamou uma mensagem de Deus. Reis e sacerdotes não gostaram de sua mensagem, mas era a verdade.


Qual é a lição para hoje? Na nossa época, percebemos uma grande ênfase em credenciais carimbadas por homens e instituições humanas. Muitas pessoas dão ouvidos aos ensinamentos de pessoas formadas em teologia sem avaliar o conteúdo das suas mensagens. A teologia é o estudo de Deus. Todos nós devemos fazer teologia – ou seja, devemos estudar sobre Deus – todos os dias. Mas a posse de um diploma de uma instituição criada e mantida por homens não garante conhecimento de Deus e muito menos fidelidade para com o Senhor. Deus não está impressionado com os ensinamentos teológicos em seminários, e nunca exigiu isso dos seus servos. Importa conhecer a vontade de Deus, mas não importa se você aprende estas coisas numa sala de aula universitária ou sentada à mesa na sua própria casa.


Amós enfrentou uma outra atitude errada que ainda prevalece entre muitas pessoas hoje. Um homem não precisa da permissão de alguma autoridade eclesiástica para pregar o evangelho. Muitos líderes religiosos manipulam as pessoas, proibindo estudos não autorizados pela igreja ou que não tenham a “cobertura” de uma igreja. O que precisamos para ensinar a palavra de Deus é de uma dedicação inabalável à verdade da palavra de Deus, não a permissão de algum homem ou organização. No Novo Testamento, os apóstolos não estabeleceram seminários e faculdades para equipar os pregadores da palavra. Paulo ensinou que cada um que ouve deve transmitir a outros: “E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros” (2 Timóteo 2:2). O legado de Pedro não foi uma universidade de teologia, e sim a palavra escrita para o benefício de todos que viriam depois: “Mas, de minha parte, esforçar-me-ei, diligentemente, por fazer que, a todo tempo, mesmo depois da minha partida, conserveis lembrança de tudo” (2 Pedro 1:15).



Vamos esquecer-nos de vazias credenciais humanas e insistir na pregação nítida da palavra inspirada por Deus. Esta é a verdade que nos libertará (João 8:32).



-por Dennis Allan


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